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Editora independente lança campanha para fomentar a produção de escritoras negras no Brasil!

No dia 1º de maio, a Linha a Linha, editora independente com sede em São Paulo/SP, lançou uma campanha de financiamento coletivo (crowdfunding) para fomentar a produção de escritoras negras no Brasil (clique aqui para saber mais).

Em 2017, a editora recém-fundada abriu, com seu primeiro selo – CAROLiNA, uma chamada para envio de originais de prosa literária de autoras negras inéditas residentes no estado de São Paulo. Com o alto volume de originais recebidos em pouco tempo, a equipe editorial decidiu ir além da mera seleção de uma obra para publicação no ano de 2018: caso a meta total do financiamento coletivo seja arrecadada, mais três escritoras serão convidadas a participar de um Ateliê de Escritoras.

O Ateliê é um programa de consultoria e tutoria para que três desses originais enviados – e julgados pelo comitê editorial ainda não suficientemente desenvolvidos para publicação – sejam lapidados por suas autoras sob orientação da já experiente escritora Lubi Prates. A escritora tem larga experiência no mercado editorial e em oficinas de apoio à trajetória literária de escritoras negras, participando de maneira ativa na formação de um novo corpo de escritoras negras no Brasil. Uma vez que o Ateliê acontece por meio de ferramentas online, poderão ser selecionadas escritoras de diferentes partes do estado, dentre aquelas que enviaram originais na chamada de 2017.

A Linha a Linha propõe o projeto como uma maneira de enfrentar a responsabilidade das editoras na formação de um corpo de autores e obras com mais diversidade no mercado brasileiro. Diversos estudos vêm apontando como o espaço literário brasileiro foi historicamente hostil às mulheres negras – mesmo havendo bravas exceções como Carolina de Jesus, que dá nome ao primeiro selo da editora. Segundo a editora, “normalmente, no processo editorial, as editoras têm uma posição de poder em relação às autoras – afinal, elas é que decidem se o trabalho vai ser publicado, como vai circular, etc. A prática de muitas editoras é baseada numa relação bastante unilateral. É comum que as autoras sequer recebam uma resposta após enviarem originais, sobretudo quando a editora não pode ou não deseja publicá-los. Nós consideramos que esse tipo de atitude é politicamente irresponsável, num país em que há tanta desigualdade educacional e de acesso a bens culturais.”

No sentido de aproximar as pessoas do processo de produção do livro (que é um “objeto político”, segundo a descrição da página oficial de Facebook da editora), as recompensas oferecidas aos apoiadores e apoiadoras do projeto permitem a participação em diferentes etapas dessa jornada. Além da pré-venda (com desconto) do futuro livro publicado, quem financiar o projeto poderá também participar de decisões ao longo do processo, acompanhar o desenvolvimento do Ateliê de Escritoras ou mesmo obter tutoria ou consultoria para a própria carreira no mercado editorial.

Mais informações podem ser obtidas na página da editora no Facebook (https://www.facebook.com/editoralinha), em seu site (http://editoralinha.com.br) e, sobretudo, na página do projeto para financiamento coletivo na plataforma Catarse (https://www.catarse.me/escritoras-negras)

 

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CAROLiNA procura autoras negras em SP [chamada de originais]

Estamos procurando autoras negras, cis & trans*, de todas as idades, residentes no estado de São Paulo, que ainda não tenham publicado nenhum livro, para estrearem no jovem catálogo da primeira editora feminista do Brasil!

Se você se enquadra nessa descrição e tem já pronto ou quase pronto um livro de prosa literária, dê aquela ajeitada e mande para a gente! Vale romance, conto, ficção, não-ficção e tudo que há no meio disso e não pode ser facilmente classificado (inclusive adoramos esses casos!).

Atenção: a sua obra não precisa tratar explicitamente ou exclusivamente de feminismo, ou de questões raciais. Queremos conhecer o que você escreve sobre o mundo para além desses temas. Também receberemos com alegria, claro, originais que se dediquem a essa abordagem de maneira mais direta.

Caso seu original seja selecionado, você não pagará nada pela publicação (a editora cobre todos os custos). Você receberá 10% da tiragem e poderá comprar exemplares com 30% sobre o preço de capa para revender e ter algum retorno financeiro (para além dos direitos autorais, claro).

Receberemos originais até o dia 15/08 para esta chamada.


Para enviar seus originais:

a) escreva um e-mail para contato@editoralinha.com.br com o assunto “Chamada de originais CAROLiNA”.

b) Anexe o original em formato .doc ou .docx

c) No corpo do e-mail se apresente e apresente brevemente a obra em um parágrafo curto. Queremos saber quem é você e como pensa a sua obra! Se quiser pode incluir links para suas redes sociais, mas não é obrigatório.

d) Inclua, em seguida, a cidade onde mora; conte-nos também quais as suas principais influências literárias (livros e autoras/es), e quais os últimos três livros que leu.


[Sobre CAROLiNA]

CAROLiNA é o selo com o qual decidimos começar as publicações do Editorial Linha a Linha, a primeira editora feminista do Brasil. Assim o batizamos em homenagem a uma das maiores escritoras brasileiras do século XX, Carolina Maria de Jesus.

Saiba mais sobre o selo CAROLiNA!

Nossos primeiros títulos já estão sendo produzidos – aguardem!

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